segunda-feira, 7 de março de 2016

Livro analisa problemática da medicalização em psiquiatria


A medicalização é um processo complexo cada vez mais presente em nosso cotidiano. Buscamos médicos, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais de saúde quando estamos doentes, mas também quando gozamos de saúde e queremos ficar ainda melhor. Publicado pela Editora Fiocruz, Medicalização em Psiquiatria - dos pesquisadores do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da ENSP Paulo Amarante e Fernando de Freitas -, investiga esse fenômeno, que é, ao mesmo tempo, de ordem cultural, política e econômica.

Os autores, profissionais da área da saúde mental, analisam a questão da medicalização e as consequências individuais e sociais que acarretam. Ainda que o assunto tratado seja de natureza complexa, o livro tem linguagem acessível ao público leigo para que a questão da medicalização do sofrimento psíquico seja compreendida também por aqueles que padecem com ela.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os gastos com investimentos em saúde aumentaram nos últimos anos. “Estaríamos ficando cada vez mais doentes? Ou estaríamos, a cada dia, ficando mais saudáveis, já que gastamos mais com saúde?”, questionam os autores no texto de apresentação do livro. “Uma resposta muito comum é afirmar que estamos mais doentes em razão de causas inerentes à civilização; dentre as quais o grande vilão seria o estresse, por exemplo. Outra resposta é que a própria medicina e suas práticas afins são responsáveis pelo nosso adoecimento ao medicalizarem as experiências mais comuns e naturais da nossa existência”, explicam.

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Fonte: ENSP

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