quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Diretor da Fiocruz/Bahia é premiado pela Unesco por trabalhos sobre leishmaniose e malária



Os trabalhos do pesquisador e diretor da Fiocruz Bahia, Manoel Barral Netto, sobre leishmaniose e malária, foram agraciados nesta última segunda-feira (12), com a terceira edição do prêmio "Pesquisa em Ciências da Vida", da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O júri* destacou também sua contribuição ao desenvolvimento de ferramentas de controle na área das doenças transmissíveis e relacionadas com a pobreza.

Segundo a organização, trata-se de uma comissão heterogênea e internacional, composta por especialistas na área. O propósito da láurea é o reconhecimento de projetos e atividades de indivíduos, instituições ou de ONGs para pesquisas em ciências biológicas com vistas a melhorar a qualidade da vida humana. A entrega do prêmio, que está na sua terceira edição, acontecerá em Paris, no dia 14 de novembro.

Barral-Netto é formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com doutorado em Patologia Humana, também pela Ufba, e pós-doutorado em Imunologia pela Seatle Biomedical Research Institute, nos Estados Unidos. Já foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufba, diretor da Faculdade de Medicina da Bahia.

A Unesco premiou também o indiano Balram Bhargava, cardiologista especializado em inovação biomédica, saúde pública e saúde médica, e o senegalês Amadou Alpha Sall, chefe do centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Arbovirus e febre hemorrágica em Dacar. Bhargava desenvolveu ferramenta para tratar doenças cardiovasculares com grande impacto social em entornos sem recursos. Sall recebeu o prêmio por seus estudos sobre controle de doenças virais como o ebola, o chikunguya e a dengue.


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