O Brasil é o 2° país com mais casos de hanseníase – perde apenas para a Índia. Também concentra 90% dos casos notificados nas Américas e, atualmente, é o país que mais diagnostica a doença no mundo. Por ano, são cerca de 30 mil casos novos – número semelhante aos casos novos de HIV/AIDS. Porém, a SBH, Sociedade Brasileira de Hansenologia, estima que o Brasil tenha de 3 a 5 vezes mais casos, pois, no Brasil, os exames de contatos dos pacientes (familiares, pessoas próximas) não são feito adequadamente. A SBH alerta que a hanseníase não é uma doença de uma pessoa só e que a estratégia de enfrentamento da doença precisa ser colocada em prática se o país quiser controlar o problema.
A SBH promove treinamentos/capacitações gratuitos para médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde nas regiões de alta endemicidade. E ainda promove busca ativa de casos – médicos e universitários vão a lugares de difícil acesso (Nordeste brasileiro, floresta Amazônica, Norte do país) em busca de pacientes. Nessas oportunidades, avaliam a população em postos de saúde e mesmo nas casas das pessoas. Nessas buscas, diagnosticam muitos casos da doença e pessoas que há anos estão sem tratamento.
O paciente em tratamento não transmite a hanseníase. Mesmo assim, há casos graves de professores querendo expulsar das escolas alunos diagnosticados com hanseníase, há concursos públicos que não aceitam pacientes com hanseníase, artistas de TV que declaram não convidar pessoas com hanseníase para seus programas etc.
A SBH alerta que o preconceito precisa ser combatido com informação. Em tratamento, o paciente não transmite a doença.
Fonte: Sociedade Brasileira de Hansenologia
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